Logo que as coisas começaram a dar errado, Helena soube o que precisava fazer. No cenário caótico que se desenvolveu naquele final de outono, suas habilidades caíram como uma luva, suas posses também.
Quando Helena nasceu não havia a maravilha do ultrassom, seu pai estava crente que teria um varão, o quarto do novo bebê era azul, vários carrinhos e brinquedinhos de menino compunham o cenário. Mas nasceu Helena, incontestavelmente uma menina, e a beleza da pequena fez o pai se desmanchar e em menos de 1 hora mudar todo o quarto, exceto por um brinquedo, o móbile de carrinhos acalmava a menina. Conforme ela ia crescendo o pai percebia a mesma seriedade e destreza que possuíra na infância e quando a menina completou dez anos ele lhe deu uma espingarda de chumbinho e Helena começou a praticar. Aos vinte anos foi campeã sul-americana de tiro e se preparava para as olimpíadas que aconteceriam no ano em que o mundo mudou.
Helena cresceu envolta em armas e munição, a família era dona de uma loja/clube de tiro e sua casa vivia abarrotada de armas desmontadas e cápsulas, o apartamento que dividia somente com o pai desde que a mãe morrera no ano anterior possuía um cômodo exclusivo para o arsenal.
Na manhã do dia vinte de maio, seu pai saiu para comprar pão, e não voltou. Não voltaram também o Sr. Afonso do
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